Cada vez mais, casas possuem os aparelhos de ar condicionado, que apesar de aliviar o calor da estação mais quente do ano, aumenta – e muito – o gasto com a energia. Novas tecnologias mais baratas e sustentáveis estão surgindo para ocupar o lugar do ar condicionado e diminuir o gasto de energia elétrica.

A NASA foi a primeira responsável por desenvolver uma dessas tecnologias que prometem solucionar o excesso de calor em estruturas. O material pode ser aplicado em qualquer superfície, mas o efeito é intensificado quando é utilizada para revestir os telhados das construções, já que a parte superior recebe maior incidência dos raios solares.

O telhado é um dos responsáveis por aumentar a temperatura das construções. Durante o verão, podem absorver 80% do calor externo, fazendo com que a temperatura das coberturas chegue aos 70ºC. Em metrópoles, onde é comum a aglomeração de edifícios, existe a formação das ilhas de calor, processo resultante da absorção dos raios de sol. Para isto, existe uma solução sustentável: a reformulação do topo dos prédios, seja pelo uso de vegetação ou aplicação de telhados brancos.

Com o uso da tinta branca na cobertura dos edifícios, a radiação solar é refletida, fazendo com que a temperatura interna diminua até 30%. Mas os telhados revestidos com o material desenvolvido pela NASA, reduzem em até 60% o consumo de energia elétrica utilizado para refrigerar casas, prédios, indústrias e estabelecimentos comerciais, pois podem refletir até 99% dos raios solares.

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A tinta é feita à base de água e microesferas ocas de vidro, capaz de reduzir a temperatura e o consumo de energia dentro das residências. Ela foi criada para ser aplicada em aeronaves, navios e tubulações, a fim de diminuir o calor dentro destas estruturas. Porém, a solução passou a ser comercializada em lojas de construção nos EUA e rapidamente se popularizou, já que a tinta térmica é mais barata, chegando a ter até metade do preço, e mais sustentável do que a espuma de poliuretano, material derivado do petróleo usado na maior parte das obras de isolamento térmico.

                              5.jpg(Telhado sem tinta branca)                 (Telhado com tinta branca)

As microesferas de vidro ocas são partículas de baixa densidade e de alta resistência. Criada há mais de 50 anos, essa tecnologia foi desenvolvida inicialmente para melhorar a visibilidade dos sinais nas estradas. A partir disso, os cientistas desenvolveram diversas formas de aproveitamento, como no setor automotivo, naval, construção entre outros.  As tintas que utilizam as microesferas espalham as radiações visíveis e infravermelhas. Por suas células serem a vácuo, não só é bloqueada a propagação de temperatura, como também do som. Em relação a custos, a manutenção dos telhados que usam a tinta com a partícula se torna mais simples e barata. Inicialmente porque o choque térmico, que causa dilatação e contratação do material, é eliminado, evitando fissuras e trincas. Além disso, o material é atóxico, não inflamável, antifungo e antimofo, ao contrário das tintas tradicionais, que são muito suscetíveis à colonização por fungos e algas.

2.jpg(Microesferas de vidro ocas)

Hoje, já existem várias empresas brasileiras que fabricam ou comercializam uma tinta térmica. De acordo com Walter Crivelente Ferreira, diretor da empresa WC Isolamento Térmico, o revestimento pode até mesmo tomar o lugar do ar condicionado. “Se o local for bem ventilado, a sensação térmica no ambiente interno se torna agradável, sem precisar de ar condicionado”, garante o fornecedor do material. O efeito térmico da tinta desenvolvida pela Nasa dura cerca de cinco anos, segundo o fabricante. Além disso, a aplicação do produto pode ser feita pelos próprios proprietários.

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Fonte: O tempo, Gazeta do povo, Arquitete suas ideias, Web arcondicionado.

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