Primeiramente, é válido destacar a importância do avanço da tecnologia nas últimas décadas de maneira exponencial. Suas inovações são de extrema importância, e estar “atualizado” é necessário. Na construção civil, temos inúmeras inovações que surgem, sejam elas conceitos, ferramentas, soluções, entre outros, e isso convém às construtoras e aos pesquisadores usarem visando maior desenvolvimento.

Deste modo, surge o BIM. O termo BIM, é a sigla usada para referir a Building Information Modeling, que, em sua tradução para o português, significa Modelagem da Informação da Construção. O BIM é uma maneira eficiente de reunir todas as informações e especificações de uma construção de forma organizada e integrada. De modo geral, as informações são praticamente tudo que for importante ou necessário para concepção, construção e operação da obra. Por exemplo, contempla todas as informações de um projeto, desde o modelo a até seu orçamento, como se o projeto fosse executado de maneira virtual. Além disso, o seu uso também facilita o compartilhamento do projeto entre diferentes profissionais, uma vez que os dados estão todos integrados.

A idealização do BIM existe desde os anos de 1970, e o modo como conhecemos hoje foi utilizado somente na década de 1980. A popularização do termo se deu com o lançamento de um whitepaper da Autodesk que levava a sigla. E, deste modo, foi padronizado para a representação digital do processo de construção. É válido destacar que, apenas com o desenvolvimento da tecnologia se teve maior eficácia na aplicação do BIM.

Idealização do BIM
Fonte: HOCH Arquitetura

A aplicação do BIM se dá por meio de um software onde consiga fazer uso do conceito BIM, por exemplo o Revit. Assim, será possível executar modelos virtuais de uma construção com todos seus detalhes, a favor de uma melhor gestão, organização e produtividade do projeto em todas as etapas, inclusive em sua manutenção posteriormente.

A modelagem em um projeto com o conceito BIM é imprescindível, e é por onde, normalmente, dá-se início. Os modelos BIM são em 3D e suas informações estão todas embutidas nos objetos e itens que fazem parte do projeto. É válido destacar que há dois tipos de informações: geométricas e não geométricas. E isso, de modo resumido, torna o projeto integrado e rico em informações que são essenciais.

Em virtude disso, a tecnologia BIM se demonstra superior ao projeto 2D, haja vista que isso minimiza os erros, muito comuns nesse processo. Com a utilização do BIM podemos ter uma maquete virtual integrada, que gera plantas, cortes e vistas. E assim, é possível simular e ter de maneira mais palpável cada detalhe da construção.

Modelo BIM
Fonte: Construction Delivery Systems, Lorence H. Slutzky, 2008

É importante destacar também o que não é o BIM, uma vez que é comum veicular ideias que não o representam. Não se trata de um software ou um simples modelo 3D. Construir o modelo é apenas uma etapa de todo leque de possibilidades e informações que são abertas quando se diz que está sendo usado BIM. Visto que, estamos construindo e simulando virtualmente a obra com todos seus detalhes.

As aplicações são inúmeras e isso lhe dá grande flexibilidade de aplicação. Dentre elas destaca-se as seguintes possibilidades: captura de realidade, análise de viabilidade, projetos, planejamento e orçamento, construção, operação e manutenção.

No Brasil, a tecnologia BIM chegou e se tornou conhecida por volta dos anos 2000. E, em meio a isso, há uma necessidade grande em aplicar cada vez mais no âmbito da construção civil do País. Porém, o mercado se demonstra pouco preparado para usar o conceito na prática.

A ideia do conceito BIM agrega muito à obra e ao seu resultado final. Os erros nas obras são reduzidos, além de trazer mais agilidade e praticidade na gestão do tempo e ao cumprir prazos. O fato de tudo estar integrado ao modelo permite que diversos profissionais de diversas áreas trabalhem juntos. Isso, de maneira geral, maximiza o retorno sobre o investimento de projetos. Um estudo promovido pela NIST: National Institute of Standards and Technology, mostrou que a falta de interoperabilidade nas obras pode gerar às obras um custo adicional de 15,8 bilhões de dólares a cada ano.

Escrito por: Vinicius Daniel Cano Pegoraro.